O que mudou no futebol. E o que a Fifa ainda quer mudar

Eleito em fevereiro, Gianni Infantino tem propostas ousadas, mas sua gestão é alvo de desconfiança e questionamentos.

O suíço Gianni Infantino, presidente da Fifa eleito no dia 26 de fevereiro, já começou a trazer algumas mudanças para o futebol. São alterações práticas no jogo: a entidade anunciou no sábado (5) que irá suspender o pênalti seguido de expulsão (e automática suspensão para a partida seguinte).

Agora, em situações de pênalti cometido pelo último jogador com o objetivo de evitar o gol, será mostrado apenas o cartão amarelo - a menos que a falta se caracterize pela violência ou quando a infração for fora da disputa de bola.

Além disso, a Fifa irá experimentar o uso de vídeo para árbitros durante as partidas. O recurso será utilizado em quatro situações específicas: quando a bola ultrapassar a linha de gol (algo que já foi testado na Copa do Mundo), para revisar jogadas que resultaram em expulsões e pênaltis ou para saber qual jogador realizou a falta. Os impedimentos não serão analisados com o recurso.

A adoção de tecnologia no futebol é uma demanda antiga e tem respaldo inclusive no Brasil. Desde 2015, times nacionais pediam para que a Fifa adotasse a medida no esporte.

O argumento de quem defende o uso da tecnologia é óbvio: recursos, como chip e uso de câmeras, podem ajudar os árbitros tomarem decisões mais equilibradas e, consequentemente, chegarem mais perto da justiça. Além disso, diversos outros esportes, como o futebol americano, tênis e basquete, já usam tecnologia.

Mas essas são apenas algumas das mudanças que Infantino pode trazer. Com base em suas declarações, deve haver outras mudanças:

O que pode vir por aí

COPA DO MUNDO COM 40 SELEÇÕES

Essa era uma das principais bandeiras da campanha do executivo quando candidato à presidência da entidade. Atualmente, a competição é disputada por 32 países. "Mais países seriam representados, mas nem tanto assim, já que seriam apenas 19% das 209 federações da Fifa”, disse, em vídeo, o novo presidente da organização. O argumento dele parte da premissa que a mudança seria mais inclusiva, uma vez que "mais países poderão sonhar com a classificação”.

MUDANÇA NO PROCESSO DE ESCOLHA DOS PAÍSES SEDE DA COPA

Os processos de escolha do Qatar como sede da Copa de 2018 e da Rússia na de 2022 são objeto de investigação da polícia suíça, que apura a possibilidade de ter havido corrupção na seleção. Uma das promessas de Infantino à frente da Fifa é tornar o processo mais aberto e transparente, para evitar novos casos de corrupção. Ele ainda não deu detalhes de como pretende fazer.

COPA DO MUNDO ESPALHADA PELO CONTINENTE

Até hoje, apenas a edição da Copa de 2002 aconteceu em dois países diferentes: Coreia do Sul e Japão. A Uefa (União das Federações Europeias de Futebol), em que Infantino trabalhava, decidiu em 2010 espalhar a Eurocopa por todo o continente europeu. Agora, o dirigente pensa em fazer o mesmo com a Copa do Mundo.  “A Fifa deveria investigar a possibilidade de organizar não apenas em dois países, mas em toda uma região, permitindo que diversos países possam aproveitar a honra e os benefícios de sediar a Copa do Mundo”, disse o dirigente em coletiva.

CONSIDERAR AS PARTICULARIDADES DE CADA PAÍS

Infantino também tem a promessa subjetiva de desenvolver o futebol levando em conta as particularidades de cada país. “Não adianta ter uma estratégia global porque a Alemanha e os EUA não são a mesma coisa”, diz em vídeo da Fifa. Ele utiliza a mesma lógica quando fala da categoria feminina. “O desenvolvimento do futebol feminino é o mesmo do futebol em geral: precisamos mirar cada país de acordo com as necessidades que ele tem”, diz.

INVESTIR MAIS EM PEQUENOS PAÍSES

O cartola ainda propôs que a Fifa invista US$ 5 milhões a cada quatro anos para todas as  209 confederações associadas à Fifa. Entre 2011 e 2014, cada confederação recebeu em média US$ 2,05 milhões.

FOTO: RUBEN SPRICH/REUTERS

GIANNI INFANTINO, PRESIDENTE DA FIFA ERA SECRETÁRIO DA UEFA

Apesar de carregar nos ombros a responsabilidade de mudar a entidade máxima do futebol, Infantino ainda é visto pelo FBI, que também investiga os casos de corrupção na Fifa, como próximo ao status quo da organização.

Isso porque ele já era secretário geral da Uefa e braço direito de Michel Platini, ex-presidente da organização e ex-vice presidente da Fifa - acusado de corrupção junto com Joseph Blatter. Tanto Platini quanto Blatter foram afastados por seis anos do futebol.

Além disso, ao mesmo tempo em que promete destinar mais dinheiro às confederações, Infantino enfrenta o desafio de apertar os cintos. Em 2015, a organização ficou com dívida de US$ 100 milhões. Em 2016, o jornal “The Guardian” estima que o débito possa ir a US$ 550 milhões.

Fonte: Nexus

 

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