Em atitude corajosa Trump autoriza bombardeio em base militar na Síria.

Donald Trump ordenou o ataque à base aérea síria de onde teriam partido os bombardeios com armas químicas que mataram dezenas de civis.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou na quinta-feira (6) um ataque aéreo contra uma base militar do regime de Bashar al Assad na Síria. O ataque foi uma retaliação ao uso de armas químicas no país. É o primeiro envolvimento militar de Trump na guerra civil da Síria, que já dura seis anos. O que significa esse ataque? Confira abaixo quatro pontos sobre a ação militar americana.

Na noite de quinta-feira (6), as Forças Armadas americanas lançaram 59 mísseis Tomahawk a partir de dois navios de guerra no Mediterrâneo. O alvo eram jatos sírios e uma base militar controlada pelo regime de Bashar al Assad. O lançamento dos mísseis durou cerca de três a quatro minutos.

O resultado do ataque ainda é incerto. Os Estados Unidos não divulgaram dados oficiais. Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, 23 mísseis atingiram o alvo e destruíram seis jatos sírios. Os demais 36 mísseis caíram em área fora da base área. A Rússia classificou o ataque como de "baixa eficiência". Autoridades sírias disseram que o ataque causou nove vítimas, incluindo civis.

Na última terça-feira (4), um ataque com armas químicas deixou ao menos 70 mortos e 100 feridos na província de Idlib, norte da Síria. O ditador sírio Bahar al Assad foi acusado de ser o responsável pelo ataque, já que jatos do regime sírio sobrevoaram a região, controlada por rebeldes, antes dos primeiros efeitos do uso de armas químicas aparecerem na população.

A primeira reação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi culpar seu antecessor, Barack Obama. Isso porque Obama disse, durante seu governo, que o uso de armas químicas na Síria seria a "linha vermelha" de sua política, e, se o regime sírio fizesse uso dessas armas, os Estados Unidos teriam de intervir. Em agosto de 2013, o regime sírio foi acusado de cruzar essa linha com um ataque de gás sarin na periferia de Damasco. Obama, entretanto, decidiu não intervir na ocasião, e os países na ONU acabaram fechando um acordo para que Assad destruísse seu arsenal químico.

Na quinta-feira, Trump ordenou o bombardeio da base militar de Assad, indicando uma mudança do posicionamento americano na Síria. "Esta noite, eu ordenei um ataque em uma base área na Síria de onde o ataque com armas químicas foi lançado. É vital para a segurança nacional dos Estados Unidos prever e deter o uso de armas químicas mortais", disse o presidente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anuncia ataques aéreos na Síria em anúncio a imprensa em Mar-a-Lago, Flórida (Foto: JIM WATSON / AFP)

 

 Tecnicamente, não. Os Estados Unidos já operavam militarmente na Síria, com ataques aéreos e uma pequena força de elite em terra. Além disso, os americanos patrocinaram parte da oposição a Assad. A diferença do ataque de Trump é que, pela primeira vez desde o início da guerra civil na Síria, os americanos atingiram especificamente alvos do regime Assad. Antes, as operações eram voltadas apenas contra o Estado Islâmico. Apesar de não ser uma declaração formal de guerra, o bombardeio indica uma escalada nas hostilidades e pode, eventualmente, resultar em um envolvimento maior do Exército americano no país.

A Rússia é o principal aliado de Assad e opera na Síria ajudando militarmente o regime. Por isso, antes de atacar a base área, os americanos alertaram as Forças russas. Segundo os Estados Unidos, nenhuma base ou infraestrutura russa foi atingida. A Rússia condenou os ataques. O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, comparou o ataque de mísseis à invasão americana do Iraque em 2003, mas afirmou que "pelo menos naquela vez eles [americanos] tentaram trazer à tona alguma evidência [para justificá-lo]".

Outro aliado de Assad, o Irã também condenou a ação. Mas Trump recebeu apoio internacional de alguns países. Israel e Arábia Saudita comemoraram o ataque, assim como a oposição síria. Na União Europeia, França e Alemanha se manifestaram acusando Assad de ser "completamente responsável" pelo uso de armas químicas. Em nota, o Reino Unido disse que "apoia as ações americanas e acredita que o bombardeio é a resposta apropriada ao crime bárbaro do regime sírio".

 

Fonte* Época

 

 

 

 

 

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