AVC mata mais de 100 mil pessoas por ano no Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde, o número de internações causadas pelo distúrbio é superior a 180 mil

Conhecido popularmente como derrame, o acidente vascular cerebral (AVC) mata uma pessoa no mundo a cada seis segundos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2015, o número de internações para tratamento de AVC isquêmico e hemorrágico no Brasil foi de quase 185 mil. Ainda a nível nacional, o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) afirma que, no mesmo ano, o registro de óbitos causados pelo acidente foi superior a 100 mil.

A neurologista do Hospital Brasília, Letícia Rebello, explica que o AVC é uma interrupção abrupta do fluxo sanguíneo cerebral e pode ser classificado como isquêmico e hemorrágico. O isquêmico é originado por um bloqueio no fluxo de sangue nos vasos do cérebro e ocorre em cerca de 80% dos casos. Já o hemorrágico incide em torno de 20% dos casos e surge quando um vaso do cérebro se rompe. “Seja por bloqueio ou ruptura, temos que entender que a interrupção do fluxo sanguíneo causa prejuízo na vascularização cerebral e, com isso, um processo de morte celular”, esclarece.

Os fatores de risco para o AVC podem ser divididos em modificáveis e não modificáveis. No primeiro grupo as causas mais comuns são a hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo. No segundo grupo, a médica lista a idade, o gênero, a raça e o histórico familiar. “Embora o AVC possa ocorrer em qualquer faixa etária, quanto mais idoso, maior é o risco. Além disso, homens, pessoas negras e aqueles que já têm histórico de AVC na família, seguem no grupo de maior risco”, detalha.

A médica explica que a combinação desses fatores de risco pode aumentar o processo de aterosclerose – depósito de gordura – e pode ocasionar no bloqueio completo do fluxo de sangue. Dra. Letícia esclarece ainda que esse mesmo processo pode ocorrer em outros vasos da circulação, como nas artérias carótidas e nas artérias do coração. “Pacientes com histórico de doenças cardíacas, como arritmias, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e doença de Chagas também possuem risco mais elevado para o AVC”.

SINTOMAS
A neurologista alerta que é fundamental reconhecer os principais sintomas do AVC como a boca torta, perda de força de um lado do corpo, dificuldade para falar ou entender o que o que as outras pessoas estão falando. “Esses sinais ocorrem de uma hora para outra. Quando o paciente apresentar algum desses achados, deve ser prontamente encaminhado à emergência para tratamento adequado”.

Além disso, nenhum medicamento deve ser dado ao paciente antes de uma avaliação médica. “Muitas vezes as pessoas tomam aspirina antes de ir à emergência, mas no caso do AVC não é aconselhável. O paciente deve ser avaliado por um especialista, obter o diagnóstico e realizar o tratamento correto, para o hemorrágico ou isquêmico, dependendo de cada caso”, reforça a médica.

SEQUELAS
Os danos causados pelo AVC vão depender da região do cérebro que for afetada. “Se for, por exemplo, a área de linguagem, o paciente pode ficar sem conseguir falar adequadamente. Se a área afetada for a motora, o paciente pode ficar sem conseguir caminhar ou mexer um dos lados do corpo”.

Vale ressaltar que o acompanhamento médico é fundamental no tratamento. A Dra. Letícia alerta que se o AVC for tratado de maneira rápida e adequada, a probabilidade de o paciente não ter nenhuma sequela é grande. “Por esse motivo o reconhecimento dos sintomas e o rápido atendimento em hospital especializado deve ser encorajado. Em casos quando não se consegue o tratamento adequado, as principais sequelas envolvem a motricidade – qualidade da força que ocasiona o movimento – de um dos lados do corpo e a alteração da fala”, finaliza.

Texto de: Imagem corporativa Comunicação LTDA

 

 

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