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Projeto do Distrito Federal é premiado como uma das 10 soluções mais inovadoras do Brasil em 2020

Projeto de Brasília: Guardiões das Nascentes

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Metodologia de mapeamento comunitário, o Guardiões das Nascentes, capitaneada pelo Instituto Oca do Sol foi escolhida entre mais de 100 propostas como um das ações que mais contribuem para o desenvolvimento sustentável

Juntando ferramentas de localização de smartphones, whatsapp e fotografias os integrantes do projeto Guardiões das Nascentes geram dados georreferenciados capazes de ajudar na identificação, monitoramento e preservação das nascentes de rios da capital federal. Esta característica transformou-o numa das 10 iniciativas brasileiros que compõe a lista das soluções mais inovadoras de 2020 que contribuem para a produção de importante impacto socioambiental positivo no país.

A eleição é do Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 (GT Agenda 2030) e do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) que, em parceria, com a Agência São Paulo de Desenvolvimento (ADE Sampa) elencaram as iniciativas a partir de uma chamada pública que recebeu cerca de 100 inscrições.

O Guardiões das Nascentes e os outros nove vencedores foram apresentados e receberam o prêmio durante o II Seminário de Soluções Inovadoras, que aconteceu, no dia 6 de agosto, em formato virtual.

O II Seminário de Soluções de Inovadoras teve o financiamento da União Europeia, como uma das atividades do projeto do GT Agenda 2030, que tem como objetivo contribuir para implementação da Agenda 2030 no Brasil. O evento, criado no ano passado, tem como objetivo apresentar ao país ideias que vem sendo desenvolvidas e que se apresentam como soluções para crises em diversas áreas, trazendo respostas por meio de ações mais sustentáveis. E, também, para aproximar esses projetos de potenciais investidores.

As ideia vencedoras representam as cinco regiões do país e receberão como prêmio mentoria técnica com especialistas de mercado, oferecida em parceria com o programa Green Sampa, da ADE Sampa, e Sistema B. As sessões de mentoria serão específicas sobre os desafios que cada projeto está vivendo. Serão duas sessões específicas e três sessões conjuntas sobre criação de rede e mapeamento de ecossistema, planejamento estratégico e indicadores de impacto abordando as boas práticas de mercado.

O Guardiões das Nascentes forma lideranças e multiplicadores comunitários para atuar na governança e na gestão das águas, envolvendo setor público e comunidade. Essa tecnologia social é inspirada nas lideranças femininas que coordenam o Projeto Águas da Serrinha do Paranoá, um programa de educação ambiental, desenvolvido para conscientizar a comunidade local a apreender e desenvolver soluções próprias para a defesa de suas águas.

 

O trabalho já mostrou que o mapa hídrico da capital aponta um número reduzido de nascentes, muito inferior às existentes, como foi demonstrado pelo levantamento realizado na região da Serrinha do Paranoá. A capital brasileira passa anualmente por períodos de estiagem bastante aguda, tendo chegado a situações emergenciais de racionamento de água. O mapeamento de nascentes em todas as áreas do Distrito Federal poderá contribuir para a elaboração de um plano regional de gestão sustentável dos recursos hídricos, contribuindo para minimizar essas crises hídricas.

 

Tecnologias sociais – As categorias do edital foram: melhoria da saúde e educação básica; gestão do território e economia circular, para tornar cidades mais seguras, resilientes e sustentáveis; combate às mudanças climáticas e à perda da biodiversidade, para a proteção de todos os ecossistemas; disponibilidade de recursos básicos: água, saneamento, energia; e segurança alimentar, melhoria da nutrição e promoção da agricultura sustentável.

"Precisamos urgentemente acabar com a ideia de que o Brasil não tem solução. Essa falta de visão de futuro tem levado as lideranças políticas, empresariais e sociais a adotarem políticas de curto prazo, que não contribuem para a sustentabilidade do país. A solução existe e está aqui. O desafio é corrigir o rumo dos investimentos e negócios que temos feito, garantindo o financiamento (e o retorno!) da agenda de desenvolvimento sustentável”, diz Carolina Mattar, coordenadora executiva do IDS e uma das cofacilitadoras do GT Agenda 2030.